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Itamar MusseAntiquário desde 1918
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Três gerações, 1918–hoje

A casa

Itamar Musse Júnior
Itamar Musse Júnior

1918

O primeiro Musse

Tradição é um dos fatores mais importantes para o sucesso no comércio de antiguidades. Foi o milenar envolvimento de negociantes libaneses com a identificação e a avaliação de objetos antigos que tornou aquela região uma referência mundial nesta atividade — e foi do Líbano que, em 1918, aportou no Brasil, em Salvador, o primeiro Musse: David Musse.

Por tradição e vivência, nada mais natural que começasse a trabalhar como comprador de ouro do Banco do Brasil. Logo passou a ter contato com imagens, pratas e outros objetos de arte, dentro de um conjunto que por aqui se chamava antiguidades. Seguindo seu feeling apurado e aproveitando a experiência libanesa, decidiu dedicar-se ao ramo.

Chegou a ser chamado de Rei David, o rei dos antiquários. Sua casa era frequentada por Jorge Amado, Carybé, Pedro Maria Bardi, Odorico Tavares, Roberto Marinho, Clemente Mariani, Walther Moreira Salles. Sua história foi tão rica que o governo brasileiro, por ocasião da visita do presidente Dwight Eisenhower, presenteou-o com uma peça saída do antiquário de David Musse.

David casou-se com uma baiana de Santo Amaro da Purificação, estabelecendo raízes brasileiras.

1964

A segunda geração

Em 1934 nasce o seu primeiro filho homem, Itamar Musse, numa família de quatro filhos. Aos trinta anos, em 1964, assume o seu lugar nos negócios. Três anos depois nasce Itamar Musse Júnior — e com ele a geração que daria continuidade à tradição familiar.

1989

Museologia

Itamar Musse Júnior formou-se em Museologia pela Universidade Federal da Bahia, agregando ao negócio conhecimento técnico e uma sólida formação acadêmica. Assumiu os negócios aos vinte e dois anos.

Nos anos 1990 transferiu o acervo para o Rio Vermelho, onde o antiquário ocupa hoje dois casarões — cerca de três mil metros quadrados que recebem colecionadores, pesquisadores e curiosos com hora marcada.

Hoje pessoas influentes e formadores de opinião possuem objetos vindos das mãos de Itamar, confiantes em sua tradição, seriedade e conhecimento. O mercado brasileiro acompanha seu trabalho e frequenta as exposições temporárias que promove nos principais centros do país, encarando cada uma delas como um evento de arte da maior importância.

2025

Lisboa

Em 16 de junho de 2025 a família abriu as portas da sua primeira galeria na Europa, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Para a abertura foram selecionadas peças extraordinárias: um par de mesas de Mestre Valentim, uma tela de Adriana Varejão, um gomil em prata portuguesa e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição em terracota, entre outras. Mais de duzentos convidados estiveram presentes.

A galeria não é apenas um ponto de venda, mas uma embaixada cultural: nas vitrines, o barroco brasileiro — santos policromados, pratarias raras — ganha novos sentidos ao lado de ícones da arte contemporânea como Adriana Varejão, Vik Muniz e Sérgio Camargo. Ela representa esse diálogo entre dois mundos, um aprendendo com o outro.

As salas

Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Salvador, Rio Vermelho
Lisboa, Avenida da Liberdade, junho de 2025
Lisboa, Avenida da Liberdade, junho de 2025
2 de fevereiro

2 de fevereiro

Desde os anos 1990 a casa celebra a Festa de Iemanjá no Rio Vermelho, a poucos metros da Casa do Peso. Cerca de cento e cinquenta convidados das artes, da política e dos negócios acompanham o cortejo das oferendas das janelas do antiquário.