1918
O primeiro Musse
Tradição é um dos fatores mais importantes para o sucesso no comércio de antiguidades. Foi o milenar envolvimento de negociantes libaneses com a identificação e a avaliação de objetos antigos que tornou aquela região uma referência mundial nesta atividade — e foi do Líbano que, em 1918, aportou no Brasil, em Salvador, o primeiro Musse: David Musse.
Por tradição e vivência, nada mais natural que começasse a trabalhar como comprador de ouro do Banco do Brasil. Logo passou a ter contato com imagens, pratas e outros objetos de arte, dentro de um conjunto que por aqui se chamava antiguidades. Seguindo seu feeling apurado e aproveitando a experiência libanesa, decidiu dedicar-se ao ramo.
Chegou a ser chamado de Rei David, o rei dos antiquários. Sua casa era frequentada por Jorge Amado, Carybé, Pedro Maria Bardi, Odorico Tavares, Roberto Marinho, Clemente Mariani, Walther Moreira Salles. Sua história foi tão rica que o governo brasileiro, por ocasião da visita do presidente Dwight Eisenhower, presenteou-o com uma peça saída do antiquário de David Musse.
David casou-se com uma baiana de Santo Amaro da Purificação, estabelecendo raízes brasileiras.







