2024

Florindas
Cosac, 2024. Caixa com livros sobre as joias baianas dos séculos XVIII e XIX.
Resultado da pesquisa em torno de Florinda Anna do Nascimento, mulher negra registrada em 1828.
Séculos XVIII e XIX

As joias de crioula são adornos usados por mulheres negras no Brasil colonial e imperial. Brincos, colares, balangandãs e pulseiras robustos, geralmente em ouro maciço, feitos por ourives baianos entre os séculos XVIII e XIX.
Eram muito mais do que enfeites. Para mulheres negras — livres, forras ou escravizadas — a joia era reserva de valor, prova de patrimônio e, muitas vezes, o próprio caminho da alforria. Usada no corpo, funcionava como banco, como documento e como afirmação: identidade, autonomia e status social num tempo de opressão.
Itamar Musse Júnior dedicou ao tema o livro Joias na Bahia dos Séculos XVIII e XIX, e em 2024 lançou pela Cosac a caixa Florindas, resultado da pesquisa sobre Florinda Anna do Nascimento. A exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras, no CCBB Salvador e no MAC Bahia, levou essa história a mais de cinquenta mil visitantes.




Peças reproduzidas a título documental. Disponibilidade e ficha catalográfica sob consulta.
2024

Cosac, 2024. Caixa com livros sobre as joias baianas dos séculos XVIII e XIX.
Resultado da pesquisa em torno de Florinda Anna do Nascimento, mulher negra registrada em 1828.

Itamar Musse Júnior. Fotografia de José Terra, texto de Ana Passos. Edição bilíngue.