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Itamar MusseAntiquário desde 1918
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Salvador · Lisboa

Antiquário desde 1918

Três gerações de uma mesma família reunindo arte sacra, talha, prataria e pintura do Brasil e de Portugal. O que sai destas salas atravessa museus, coleções particulares e o tempo.

Cristo Ressuscitado sobre bloco de nuvens, Brasil, século XVIII
Cristo Ressuscitado sobre bloco de nuvens, Brasil, século XVIII
“Os portugueses trouxeram os cânones, mas no Brasil eles se misturaram à nossa cultura com novas luzes, calor e sensualidade.”
Itamar Musse

Em 1918 David Musse desembarcou em Salvador vindo de Beirute. Começou no comércio de tecidos, passou a comprador de ouro do Banco do Brasil e, pelo caminho, descobriu a vocação que faria seu nome: imagens, pratas e objetos de arte.

Ficou conhecido como o Rei David, o rei dos antiquários. Sua casa recebeu Jorge Amado, Carybé, Pedro Maria Bardi, Odorico Tavares, Roberto Marinho, Clemente Mariani, Walther Moreira Salles.

Hoje o antiquário está na terceira geração. Itamar Musse Júnior, formado em Museologia pela UFBA, acrescentou ao ofício herdado o rigor da pesquisa — e levou a casa a Lisboa.

São Benedito das Flores, detalhe
São Benedito das Flores, detalhe

Séculos XVII a XXI

Arte sacra

A arte sacra luso-brasileira é o centro desta casa. Foi por ela que David Musse trocou o comércio de tecidos pelo de antiguidades, e é dela que sai a maior parte do que se vê nas duas salas.

Os portugueses trouxeram os cânones. No Brasil eles se misturaram à nossa cultura com novas luzes, calor e sensualidade: o encarnado ganhou temperatura, o estofamento ganhou flores, e os santos passaram a se parecer com quem os rezava. O São Benedito e o Rei Mago Baltazar não são exceções piedosas — são o retrato de um país que fez da imaginária um espelho.

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Retrato de mulher negra com joias de crioula, Bahia, século XIX. Imagem da exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras.
Retrato de mulher negra com joias de crioula, Bahia, século XIX. Imagem da exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras.

Séculos XVIII e XIX

Joias de crioula

As joias de crioula são adornos usados por mulheres negras no Brasil colonial e imperial. Brincos, colares, balangandãs e pulseiras robustos, geralmente em ouro maciço, feitos por ourives baianos entre os séculos XVIII e XIX.

Eram muito mais do que enfeites. Para mulheres negras — livres, forras ou escravizadas — a joia era reserva de valor, prova de patrimônio e, muitas vezes, o próprio caminho da alforria. Usada no corpo, funcionava como banco, como documento e como afirmação: identidade, autonomia e status social num tempo de opressão.

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As duas casas

Salvador, Brasil · Lisboa, Portugal

Visitas com hora marcada

Salvador

Rua da Paciência, 461
Rio Vermelho
41950-010 Salvador BA
+55 71 3334-8224
+55 71 3334-5316

Desde os anos 1990 o acervo ocupa dois casarões no Rio Vermelho — cerca de três mil metros quadrados onde as peças são vistas em conjunto, como viveriam numa casa.

Visitas com hora marcada

Lisboa

Avenida da Liberdade
Lisboa
Portugal

Aberta em junho de 2025, a primeira casa da família na Europa reúne o barroco brasileiro e a arte contemporânea numa mesma sala, na avenida mais nobre da capital portuguesa.