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Itamar MusseAntiquário desde 1918
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Séculos XVIII e XIX

Joias de crioula

Retrato de mulher negra com joias de crioula, Bahia, século XIX. Imagem da exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras.
Retrato de mulher negra com joias de crioula, Bahia, século XIX. Imagem da exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras.

As joias de crioula são adornos usados por mulheres negras no Brasil colonial e imperial. Brincos, colares, balangandãs e pulseiras robustos, geralmente em ouro maciço, feitos por ourives baianos entre os séculos XVIII e XIX.

Eram muito mais do que enfeites. Para mulheres negras — livres, forras ou escravizadas — a joia era reserva de valor, prova de patrimônio e, muitas vezes, o próprio caminho da alforria. Usada no corpo, funcionava como banco, como documento e como afirmação: identidade, autonomia e status social num tempo de opressão.

Itamar Musse Júnior dedicou ao tema o livro Joias na Bahia dos Séculos XVIII e XIX, e em 2024 lançou pela Cosac a caixa Florindas, resultado da pesquisa sobre Florinda Anna do Nascimento. A exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras, no CCBB Salvador e no MAC Bahia, levou essa história a mais de cinquenta mil visitantes.

Colar com pingente em forma de ave e cruz pendente, ouro
Colar com pingente em forma de ave e cruz pendente, ouro
Par de brincos em ouro, lavrados em concheados
Par de brincos em ouro, lavrados em concheados
Peitoral em ouro vazado, com pingentes
Peitoral em ouro vazado, com pingentes
Colar e brincos em ouro e diamantes
Colar e brincos em ouro e diamantes

Peças reproduzidas a título documental. Disponibilidade e ficha catalográfica sob consulta.

Publicações

2024

Florindas

Florindas

Cosac, 2024. Caixa com livros sobre as joias baianas dos séculos XVIII e XIX.

Resultado da pesquisa em torno de Florinda Anna do Nascimento, mulher negra registrada em 1828.

Joias na Bahia dos Séculos XVIII e XIX

Joias na Bahia dos Séculos XVIII e XIX

Itamar Musse Júnior. Fotografia de José Terra, texto de Ana Passos. Edição bilíngue.